Não é que o calor continua? Pois, é ainda Agosto. Até à vista, meus amigos. E boas mastigações é o que vos desejo.
domingo, 30 de agosto de 2009
Fui ao dentista
Finalmente, fui ao dentista. O que é que isso tem de especial? Tem muito. Primeiro: Fui sem que me doessem os dentes o que, só por si, é razão de espanto tendo em conta o meu rendimento mensal. Segundo: fui a um dentista da privada, como se costuma dizer, pois parece que também há dos outros, da caixa, como se costuma dizer, e parece que estes são alguns cinco. Terceiro: O doutor passou-me o recibo pelo valor inteirinho que desembolsei. Ainda há gente honesta. Quarto: Não preciso de lá voltar tão cedo, pois a minha dentuça está aqui firme e disposta a continuar. E podia prosseguir aduzindo variadas e distintas razões para ter feito um post a contar estas miudezas da minha vida íntima só porque não tenho mais nada para contar. Lá ter tenho, mas não me apetece. Ia agora aqui falar de campanhas eleitorais e de programas de governo e assim. Para quê? Para isso temos a TV que nos dá todos os dias e a toda a hora notícias dos mesmos e às vezes até dos outros que afinal até existem e até dizem coisas e tal. Mas não me apetece e creio que poderia constituir uma intromissão dispicienda nos termos da legislação em vigor que diz não te metas em cavalarias altas que o que o senhor J e a dona M dizem é que conta. O resto são alegorias, ou ninharias ou até talvez não haja mais ninguém no actual espectro politico-partidário. E é para não dizer baboseiras destas, que até já pareço o meu primo Quim que esse, sim, é o orgulho da família, fundou um partido e auto-nomeou-se secretário-geral. Já tem hino e bandeira e tudo. A sede é numa casa velha de Almirante Reis que vai durar, aposto, muito mais que o partido do primo Quim que, como supracitado, é o orgulho da famíla.
Não é que o calor continua? Pois, é ainda Agosto. Até à vista, meus amigos. E boas mastigações é o que vos desejo.
Não é que o calor continua? Pois, é ainda Agosto. Até à vista, meus amigos. E boas mastigações é o que vos desejo.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
É DO CALOR!!
Vou já desligar o computador. Logo, mais pela fresquinha, vou ver se consigo fazer umas visitinhas aos meus amigos néticos, TÁ?
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
O gato e a crise
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
VAMOS BRINDAR?
Isto é a maneira de eu me safar a uma explicação das razões do brinde. Que ele não há razões por aí à toa para estar contente a ponto de encher os copos e bater com eles uns nos outros. Aconteceu. Juntei-me com os meus tios e primos a propósito do aniversário da tia Clorinda e abancámos numa caracolada na Tasca do Jorge. Estou sempre a falar em comer, não é? Pois. De que é que querem que eu fale? Do Jackson, do Cristiano, da gripe, da alta ladroagem? Disso falam todos os jornais, TV's, rádios, blogs, twiters, pessoas bem informadas, pessoas não informadas, eu sei lá... Eu procuro falar do que entendo (ou julgo entender). Pois foi uma tarde bem passada, sim senhores. Com alguns senãos, bem entendido, que a crise de valores faz-se sentir mesmo na tasca do Jorge. Um dos putos não parava de abanar como o falecido e queria calçar uma luva branca. Se não fosse a mão despachada da tia Clorinda, tínhamos barracada, tínhamos. A tia estava contente porque afinal já não vai para o lay-off. Apenas lhe diminuiram duzentos euros no ordenado. Para começar... Como ela ganhava setecentos, até não há crise. O tio tem aquela tara pelo futebol e acha que o Ronaldo devia ser presidente do conselho da europa. E dá os seus palpites. Que ele é muito amigo da família, que as miúdas votam todas nele, que para as fintas nunca houve quem lhe chegasse aos tornozelos, que tem muito jeito para falar estrangeiro, sei lá que mais. É uma seca quando começa nisto. Caladinho, sossegadinho, o meu primito mais novo, o Juca, que esteve sempre a jogar no tele qualquer coisa de última geração. Só falou para dizer, com grande oportunidade: quando é que a gente se vamos embora? A tia emendou logo: se vamos, não! se vai! E para o deixar envergonhado: Por isso é que só tiveste um quatro a português. Tás a ver?
Fazendo o ponto da situação: foi uma tarde diferente, a cerveja estava bem viva, os caracóis bem mortos, e a conversa nem baixou muito de nível, como eu cheguei a recear.
E os senhores têm passado bem? Não se esqueçam de espirrar ou tossir para o braço, com ou sem manga. E, por favor, deixem-se de dar o bracinho, mesmo que a paixão esquente, que virus é virus e ainda ninguém disse quais são as suas (dele) verdadeiras intenções.
Até breve!!
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dona tela
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o cerne da questão: brinde, caracolada
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Segunda crónica
Ora, continuando no faz-de-conta, já cá estou de novo junto dos senhores, depois de umas merecidas e retemperadoras férias no Algarve. Andei a fazer pesquisas por essa net acima, ouvi relatos de amigos e conhecidos, e estou em condições de elaborar uma cronicazita algarvia. Vejamos o que sai.
Viajar de comboio é bom. Tem um cheirinho romântico e aventuroso. Assim pensava a criatura até chegar à estação de partida. O verão antecipado ameaçava calores demais para o seu gosto. Em volta, as pessoas tinham as caras fechadas de quem guarda as forças para uma corrida de fundo. Desconfiou. Teve pressentimentos de que a coisa não seria tão agradável como sonhara. "Já lá vem o trém", soou-lhe em sotaque brasileiro. E vinha. Empurrando uma massa de ar quentíssima. Pensou, em sotaque português, "Lá dentro é que vai ser bacano. Ar condicionado. Cortina bonita. Bagagem leve, leve." Ainda no estribo, ouviu "o ar condicionado não funciona nesta carruagem". Deu por isso, deu. Aviário foi a palavra que lhe ocorreu. Começaram as discussões, os movimentos desordenados de pés de gente e de rodinhas de trolleys. Um senhor meio fardado, suado, dizia "é melhor passarem para a carruagem número 25. Lá está-se melhor". Quase todos passaram, abrindo a custo portas entaladoras e dançando sobre estrados articulados, em movimentos imprevisíveis. Na 25 já estava gente e levantou-se no ar quente, quente, uma estranha letra de protesto "esse lugar é o meu", "isso é que era bom", "chamem o funcionário", "isto só neste país", "daqui já não mudo", "olhe que me está a aleijar com a porcaria da mala". O funcionário, suado, apareceu e as coisas começaram a acalmar. O ar condicionado funcionava, sim, mas só do lado direito de quem está virado para a locomotiva. Do outro, nicles. Por isso, talvez, em cada curva o comboio pendulava mais que a conta. Quando a meio do caminho, o funcionário, já menos suado, disse "quem tiver pouca bagagem, pode passar para a primeira classe", a criatura que tinha bagagem leve, leve, levantou-se, cambaleou o menos que pôde, e foi instalar-se na primeira classe, fresquinha, fresquinha,com o seu bilhetito de segunda categoria. Paraíso, pensou. Mandou um SMS à família "chego às tantas em primeira classe". Na estação de chegada, a família lá estava, de máquinas fotográficas em riste. Hoje olha embevecida as fotos do desembarque glorioso. Já esqueceu o calor "de suar as estopinhas", como diria a sua falecida mãe. "Isto só neste país", é o que costuma ouvir-se.
Gostaram? Ainda bem.Se não, por amor de Deus, não façam aquele gesto com os dois dedinhos indicadores espetados dos lados das próprias testas. Isto só neste país, carago!!
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dona tela
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Faz de conta
Vou fazer de conta que vou para férias. Não me vai pesar nada na consciência esta mentirita. Não vou PARA férias, nem sequer vou TER férias tão depressa, e se tiver já me leram a cartilha que serão só duas semanitas, e quanto a subsídio respectivo, tudo depende do evoluir da situação do negócio, quer isto dizer, se o lucro der para a filhota do boss comprar aquela bomba de vivenda no lugar dos famosos lá para os algarves de que eu não cito o nome que ele já é suficientemente badalado nas colunas sociais de todos os suplementos de jornais de Sábado e Domingo. Faço-me entender? E não estou para me ralar. Faço de conta que vou para férias e só volto a pôr um post lá para o mês que vem. Entretanto, dou descanso aos senhores de lerem as minhas parvoíces e vou colhendo inspiração nas conversas de metro e autocarro e mais nos noticiários da TVI que são o supra-sumo do bom gosto e da discrição no que toca a informação e entrevistas.
E viva o Verão, com todo o seu bronze e desodorizantes e sandálias de salto alto e as baixas de tensão da Dona Albertina lá do escritório que só melhoram com a atenção do Senhor Adalberto também lá do escritório que Deus os fez Deus não os juntou (que eu tenha dado por isso).
Recebam beijos, abraços e suaves palmadinhas nas costas desta vossa
DONA TELA
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o cerne da questão: férias, não férias
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Terei um alter-ego?
Mas porque é que eu havia de ter fotografado a escultura? Os senhores já ouviram falar em alter-ego? Não me digam que arranjei um. Era só o que me faltava agora...
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dona tela
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